Busca    |    Avançada
Notícias
 
 
LEVANTAMENTO DA SITUAÇÃO DAS CRIANÇAS ABRIGADAS FICA PRONTO EM 90 DIAS


Até o fim do ano, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deverá ter o resultado do levantamento feito pelas Varas da Infância e Juventude sobre as crianças e adolescentes que vivem em abrigos. Nesta terça-feira (27/07), teve início uma mobilização nacional que vai identificar a situação pessoal e processual de cada criança e adolescente. O prazo para a conclusão é de 90 dias. “O foco são as crianças para que elas não percam a oportunidade de voltar a seus lares”, explicou o juiz Nicolau Lupianhes Neto, auxiliar da Corregedoria e coordenador da mobilização.

Ele visitou a Comunidade Sagrada Face de Jesus Cristo, localizada no município de Luziânia (GO), a 66 quilômetros de Brasília, que abriga 38 crianças de 1 ano a 17 anos. Na oportunidade, o juiz Nicolau Lupianhes realizou uma reunião com o juiz da Vara da Infância e Juventude do município, Roberto Bueno, e representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e das secretarias municipais de Promoção Social, Educação e Saúde para que seja feito um esforço concentrado para que as necessidades dos jovens abrigados possam ser resolvidas. “O CNJ está orientando e disciplinando a forma de atuação para que todas as coordenadorias da infância e juventude possam ter um procedimento padrão a fim de facilitar a avaliação”, explicou o juiz Nicolau Lupianhes.

O município de Luziânia possui outros três abrigos com um total de 89 jovens que são mantidos por comunidades religiosas. A Comunidade Sagrada Face de Jesus Cristo, da Igreja Católica, vive de doações e trabalhos voluntários. Segundo o padre Geraldo, responsável pela Comunidade, disse que ainda é pequena a ajuda da prefeitura de Luziânia, mas recebeu do secretário de Promoção Social, Jauri Francisco de Souza, presente à reunião, a promessa de que os jovens da Comunidade poderão ser incluídos em programas sociais da prefeitura.

Com relação à vida processual dos acolhidos, o juiz Roberto Bueno deu início, nesta terça-feira, a revisão dos processos e começou ouvindo um menino de 15 anos, que vivia na Comunidade com quatro irmãos que foram levados pela mãe de volta para a Bahia e que decidiu retornar ao abrigo por não ter conseguido conviver com o padrasto. “São casos que precisam de solução rápida já que o menino tem 15 anos”, explicou o juiz, que programou 10 audiências em que serão convocados os familiares das crianças e representantes do Executivo para que assumam suas responsabilidades como Poder Público.

Fonte: site da Agência CNJ de Notícias, 28/7/2010.



publicada em: 28/07/2010 às 15h50
Confira programação que vai ao ar no programa "Cartório O Parceiro Amigo" pela TV Justiça.
Pós-Graduação Lato Sensu em Direito Notarial e Registral - Rio de Janeiro – RJ.
Leis sobre custas judiciais só entram em vigor após 90 dias.
Prazo para registrar nascimento pode ser ampliado.
 
Av. Santos Dumont, 2849 S. 610 Fortaleza Tel. 85 3261.6133 Fax. 85 3244.3731